CTIC planeja melhorias de acesso à internet nos campi do interior

O Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação da UFPA realizará viagens periódicas aos campi do interior com objetivo de atender a todas as exigências relacionadas aos sistemas da Universidade e à Internet. Com a criação de novos prédios, aumento no número de alunos e novas demandas nas Universidades, o CTIC precisa buscar maneiras de estabelecer velocidade de conexão compatível.

“De todos os 11 campi do interior da UFPA, três apresentam maior dificuldade na conexão: Breves, Cametá e Soure”, afirma Marco Aurélio Capela, diretor do CTIC. Ele explica que os municípios se encontram na região do Marajó e Baixo Tocantins, onde nenhuma operadora de internet possui ligação de fibra óptica saindo de Belém. A velocidade fica limitada porque o enlace via rádio é o único meio de transmissão de rede até essas cidades.

Capela esclarece que CTIC busca fortalecer as parcerias com a PRODEPA (Empresa de Processamento de Dados do Estado do Pará) e com a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) para, assim, melhorar o atendimento. “O equipamento de Breves, por exemplo, utiliza o programa NAVEGAPARA, da PRODEPA, que precisa de uma licença do fabricante para aumentar a capacidade do link. Isso é uma ação que não depende do CTIC, precisa da PRODEPA”, diz ele. A alternativa encontrada foi fazer uma ligação de fibra óptica dentro do Campus entre a torre da PRODEPA e o equipamento de rede da UFPA. O orçamento já foi feito e a empresa contratada iniciará as obras em breve. Espera-se que até o final de abril esse novo enlace já esteja funcionando.

A questão do aumento da velocidade ficará para uma segunda etapa, porque envolve aporte financeiro. Marco Aurélio garante que o CTIC negociará com a PRODEPA o serviço que a empresa pode oferecer dentro do orçamento da Universidade. A velocidade de conexão em Breves atualmente é de apenas 6 Mbps e a expectativa é que aumente para, pelo menos 20 Mbps. Outra dificuldade é a falta de um profissional da área da Tecnologia da Informação para monitorar a rede do campus. O processo de seleção já foi realizado e a previsão é que até junho o especialista seja alocado.

Enquanto em Breves a instalação da fibra óptica será em uma distância de 500 metros, o Campus de Cametá exige investimento maior, pois a distância entre a torre e o campus é de cerca de 2 quilômetros de distância. A instalação da fibra óptica no campus será feita assim que a PRODEPA entregar a rede metropolitana da cidade. Depois disso, o CTIC fará a aproximação por fibra até o equipamento de rede do campus. Enquanto a fibra não é instalada, a PRODEPA já aumentou a velocidade do enlace de rádio do NAVEGAPARA, que agora funciona com 20 Mbps

Em Soure o link de internet conta com a velocidade de 20 Mbps pela RNP, mas apresenta o mesmo problema de Breves, não há um técnico de TI para cuidar da manutenção da rede e dos computadores. Marco Capela diz que o órgão cobra a Vice-Reitoria da Universidade para que o problema seja resolvido o mais rápido possível.

O CTIC disponibiliza em seu site um monitoramento do link de internet para todos os campi do interior. Os usuários podem acompanhar a velocidade contratada e quanto dela está utilizando por hora, dia, semana e mês.

Futuros projetos - As próximas ações do CTIC para atendimento das demandas serão em Tucuruí e Abaetetuba. Além disso, o órgão planeja elaborar uma política de gestão da Tecnologia da Informação, um documento de direcionamento em vista do melhor uso da tecnologia. Em vias práticas, será um manual sobre como conectar um computador na rede, como dar acesso ao usuário, como disponibilizar serviços de tecnologia dentre e outros serviços. “Não é somente chegar e dar computador de última geração ao usuário ou montar laboratórios com 30 computadores. Isso não é gestão de TI”, diz Capela.

Em Salinópolis, o CTIC já disponibilizou todos os recursos para melhorar a velocidade, mas depende do próprio campus a realização de melhorias na infraestrutura.

Uma viagem a Cametá deve ocorrer entre os dias 1 e 4 de abril para levantar as demandas do campus. O levantamento nos campi de Bragança e Capanema é planejado para o final do mês de abril, os demais Campi serão visitados de acordo com a demanda da Secretaria Multicampi.


Texto: Mariana Vieira - Assessoria de comunicação do CTIC

Imagem: Reprodução/Google


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Publicado em: 17.03.2017